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quarta-feira, 28 de março de 2012

Das cenas inesquecíveis - Lost in Translation


Sofia Coppola é o tipo de diretora e roteirista que ou você adora ou odeia. Eu me encaixo no primeiro grupo. Há algo de melancólico nos filmes dela, talvez algo embutido entre o silêncio que paira entre uma fala e outra, ou na música que embala as paisagens urbanas... esse algo melancólico me encanta. A diretora consegue captar o mundo solitário de um indivíduo, seja ele um ator de cinema decadente no meio de uma crise pessoal ou uma moça na flor da juventude com um sentimento aterrador de inadequação e insatisfação. Porque o indivíduo está mesmo em si quando está em silêncio. É ali que pensa, que sofre, que pondera, medita... ou que não quer pensar em nada, simplesmente. De alguma forma bizarra a diretora consegue captar isso, e transforma em algo quase poético em suas cenas.
A cena a seguir é do filme Lost in Translation, ou, no Brasil, Encontros e Desencontros. Nessa cena há o "encontro" final dos dois, que apenas fecha o enorme "desencontro" entre eles e consigo mesmos. Pode parecer lírico demais, até piegas, mas um pouco de cada um de nós se identifica com os elementos dessa cena. De quebra, a música ajuda muito, o som abafado do Jesus and Mary Chain com Just Like Honey. Liiiindo.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Das cenas inesquecíveis

Gosto muito do trabalho do Richard Linklater. Ele fez sucesso na cena independente nos anos 90, e nos presenteou com o inigualável Waking Life, filme que me marcou muito, e alterou por muito tempo minhas noites de sono. Volta e meia ainda lembro da exclamação de Kierkegaard: "Arrebata-me!", que me persegue anos a fio. 
 Mas os trabalhos mais conhecidos dele são com certeza os idílicos Before Sunrise e Before Sunset. Acho que nenhum romântico com um mínimo de imaginação possou ileso por estes filmes. O cenário proposto, de passar de estranhos a amantes em um tempo tão curto quanto um dia, em lugares maravilhosos, desconhecidos, vívidos e, convenhamos, europeus (rsrs) está no imaginário de todos que assistiram esses filmes. O mais interessante, talvez, é a simplicidade de todos os momentos mostrados. É basicamente em um diálogo durante uma caminhada descontraída que os momentos mais ricos da vida acontecem. E o encontro de duas pessoas nesse processo é quase um pequeno milagre. 


A cena a seguir eu já assisti tantas vezes que eu me esqueço que é uma cena. Parece vida, a sua vida, a minha, de todos. É a cena final de Before Sunset, que diz tudo sem dizer nada. Nina Simone, Just in Time. Perfeição.