sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cantinho

Ai que saudade da minha casinha! Moro em São Paulo com meu namorido. Nós dois fazemos doutorado lá, mas somos de Belo Horizonte, Minas Gerais, e, por isso, todo fim de ano ou feriado qualquer voltamos e ficamos com nossas famílias. Aí, já viu... fica aquele troca troca de dorme aqui dorme ali, hoje na casa da minha mãe, amanhã na sua, enfim... começo a ter saudades do nosso cubículo quadrado alugado em Sampa. Da nossa vidinha juntos, rotina, lanchinhos, de assistir à Nigella ou Star Wars (cada hora um escolhe, né), e deixar a vida passar. Já estou cheia de vontade de voltar para Pasárgada...


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Flappers and Philosophers - Scott Fitzgerald





Este é um dos livros de menor sucesso de Scott Fitzgerald. Coleção de histórias, os temas são os mais variados. No início estava em dúvida se o estilo me agradava ou não, acho que tinha uma certa expectativa construída. Uma amiga já havia me recomendado o autor e a vontade de lê-lo aumentou desde que assisti Meia Noite em Paris, do inigualável Woody Allen. Fato é que minha simpatia e empolgação foi progressivamente aumentando. Alguns pontos me chamaram a atenção, e vou mencioná-los apenas pelo entretenimento de fazê-lo, pois não sou, nem de longe, muito entendida do mundo da literatura (como gostaria de ser). A figura da mulher é bem interessante. Estamos falando dos anos 20, que apesar de sofrer os danos da Primeira Guerra Mundial, foram anos de alta produção e inovação cultural, e onde o papel e figura da mulher começou a mudar um pouco. Fitzgerald, em quase todos os contos com presença feminina forte, reporta uma mulher astuta, consciente de si e independente, que não segue o modelo da dona de casa determinista. Isso fica claro em várias passagens, como no conto The Ice Palace, onde a personagem Sally Carrol diz: “If those women aren´t beautiful, they´re nothing. They just fade out when you look at them. They´re glorified domestics”. Em outro, Head and Shoulders, mostra a ironia de um casal, ele intelectual, ela dançarina (ele head, ela shoulders), que aos poucos vão trocando de papéis a medida que a vida brinca com eles, e quando ela escreve um livro que vira um sucesso, um jornalista faz menção ao casal com os papéis invertidos (ela head, ele shoulders). Outro ponto interessante é a menção da libertação do cristianismo e do teísmo como determinadores de condutas morais. O conto Benediction narra o mal estar da irmã de um seminarista ao visitar a igreja por ele frequentada: “(...) I can´t tell you how inconvenient being a Catholic is. (…) As far as morals go, some of the wildest boys I know are Catholics. And the brightest boys – I mean the ones who think and read a lot, don´t seem to believe in much of anything anymore”.  Incrível como o tempo passa e alguns pontos continuam em debate até hoje. De conto em conto fui me tornando mais e mais interessada no autor e na produção da época, por vezes fiquei imaginando como seriam as adaptações dos contos para curtas-metragens, com certeza muito divertidas. Fiquei com vontade de imergir mais nestes anos dourados...


"There was the eternally kissable mouth, small, lightly sensual, and utterly disturbing" 
(Sobre Zelda)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O tempo passou! ou a Ressonância de Schumann

Então é notório que não temos mais tempo. Este artigo de luxo, que não se compra em boutiques quaisquer, nos abandonou de vez. Volta e meia um intelectual ou cientista louco ensaia uma explicação pra esse fenômeno mordaz. Outro dia, minha madrasta contou que lhe contou alguém sobre a teoria da ressonância de Schumann. De acordo com o físico alemão, cujo tempo na Terra já deve ter acabado (imagino), o campo eletromagnético do planeta possui uma ressonância que antigamente atingia uma constante de 7,83 pulsações por segundo, algo como um marca passo que rege pulsações de todos os seres vivos da mesma forma. O problema é que, de uns tempos pra cá, a partir dos anos 80 (que coisa mais recente), a Terra passou a pulsar muito mais rápido. E isso, é claro, afetou todo o equilíbrio dos ecossistemas, alterou o eixo do planeta, e o tempo, agora, passa mais rápido. Eu não sei o quanto disso é verdade. Imagino que o alemão deva ser de confiança (não se brinca com os germânicos), mas as interpretações de teorias por terceiros deixa o assunto pra lá de complicado. Fato é que, a cada dia, eu não sei o que fiz com o tempo que tinha. 24 horas parece tanto, mas é um sopro. Há quem diga, baseado no tal físico, que o dia agora tem 16 horas. Se durmo por 8 horas (e eu sou dessas que necessita de 8 horas de sono), e o dia tem 16, só restam mais 8. Entre cuidados de higiene, beleza, alimentação, arrumações rotineiras, locomoção e coisa e tal, vão mais umas 4 horas, no mínimo. Mais o trabalho, teoricamente 8 horas diárias (eu que sou bolsista doutoranda às vezes levo bem mais que isso no laboratório, mas tenho flexibilidade pra levar menos também), já me deixa devendo 4 horas negativas por dia. E o lazer? Como faço para ler, ouvir música, namorar, sair, cinema, restaurante, etc? Onde está o tempo? E o mais engraçado, ou trágico, é que, apesar disso tudo, vejo meu tempo sendo sugado pelas modernidades mais inúteis possíveis, leia-se fecebook, angrybirds, tetris (!), wii, etc. Seguimos procurando pela máquina do tempo, não para viagem, mas para multiplicação das horas, tantas horas, que precisamos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Das cenas inesquecíveis

Gosto muito do trabalho do Richard Linklater. Ele fez sucesso na cena independente nos anos 90, e nos presenteou com o inigualável Waking Life, filme que me marcou muito, e alterou por muito tempo minhas noites de sono. Volta e meia ainda lembro da exclamação de Kierkegaard: "Arrebata-me!", que me persegue anos a fio. 
 Mas os trabalhos mais conhecidos dele são com certeza os idílicos Before Sunrise e Before Sunset. Acho que nenhum romântico com um mínimo de imaginação possou ileso por estes filmes. O cenário proposto, de passar de estranhos a amantes em um tempo tão curto quanto um dia, em lugares maravilhosos, desconhecidos, vívidos e, convenhamos, europeus (rsrs) está no imaginário de todos que assistiram esses filmes. O mais interessante, talvez, é a simplicidade de todos os momentos mostrados. É basicamente em um diálogo durante uma caminhada descontraída que os momentos mais ricos da vida acontecem. E o encontro de duas pessoas nesse processo é quase um pequeno milagre. 


A cena a seguir eu já assisti tantas vezes que eu me esqueço que é uma cena. Parece vida, a sua vida, a minha, de todos. É a cena final de Before Sunset, que diz tudo sem dizer nada. Nina Simone, Just in Time. Perfeição.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Flappers and Philosophers

""Nice-looking crowd, aren't they?"
"Sure are! They´re - canine!"
"What?"
She flushed.
"I'm sorry; that sounded worse than I meant it. You see, I always think of people as feline or canine, irrespective of sex."
"Which are you?"
"I'm feline. So are you. So are the most Southern men an' most of these girls here."
(...)
"What does canine imply? A certain conscious masculinity as opposed to subtlely?"
"Reckon so. I never analyzed it - only I just look at people an' say 'canine' or 'feline' right off. It´s right absurd, I guess."  "
Pensamentos loucos de julgamento a priori... quem nunca?

Peanuts

Neste Natal meu pai mandou entregar na minha casa um presentinho composto de várias partes, todas igualmente atenciosas. Um livro chamado Genética, escrito por uma professora da USP, que ele achou que eu iria gostar, uma vez que meu doutorado é nessa área (vai ser o próximo livro da lista); um DVD da Adele, que gostei bastante, e um livrinho de citações dos Peanuts. Sempre gostei muito da turminha do Charlie Brown, apesar da temática ser sempre bastante triste, há algo nessa melancolia que desperta uma identidade forte com a vida nossa de cada dia. E quem disse que o dia-a-dia de uma criança é feito só de alegria? De qualquer forma, o que eu mais gostei foi a dedicatória do meu pai neste livrinho: "Este é pra sua diversão, apesar de que quase tudo que está escrito é muito sério". E ponto. Penso que volta e meia, nos momentos de seriedade, colocarei aqui uma citação qualquer.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

17 things

Vagando por aí, achei essas imagens postadas no blog weavenue.com, e o cara que as desenhou tem um blog super legal todo de quadrinhos, uns mais sérios, outros mais descontraídos, muito bons. O blog dele é o stuff no one told me. Pra completar o quadro, a namorada dele também tem um blog de quadrinhos (ô gente talentosa!), que é o pigs in maputo. Vale dar uma olhada!







                                           Boas vibrações a todos!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo, velhas metas

É quase inevitável não ter metas para o ano que começa. Mesmo as pessoas que, como eu, acham que é só mais um ano, e que o simbolismo do recomeço é só uma desculpa (leia-se pretexto) a mais para mudar, ainda assim essas pessoas fazem planos e esperam que alguma força maior as ajude a cumprir os novos objetivos. Eu sempre me achei um tanto azarada. A verdade é que eu nunca fui de contribuir muito para a minha sorte (latente, coitada) também. Por isso sei, conscientemente, que meu papel aqui é mover-me para que as coisas aconteçam. Só depende de mim mesmo, sempre dependeu só de mim. E é difícil saber disso quando não se pode contar muito consigo mesma. Mas, independente de mim, da sorte, do azar e da força maior, aqui estou eu fazendo resoluções de ano novo. O bom (ou não) é que ficarão registradas, o que me força um milímetro a mais a tentar cumpri-las. Se fizéssemos um estudo estatístico das resoluções mais comuns de fim de ano, principalmente entre as mulheres, acredito que as minhas estariam, para usar o termo técnico, na “moda”. Como não sou lá muito original mesmo, aí vão minhas resoluções:
1)    Ler mais. E não estou falando de artigos científicos, e sim de literatura. Foi por isso mesmo que o blog foi criado, para manter um registro disso. Espero manter.
2)   Trabalhar mais. Neste item está incluso ler mais artigos científicos, estudar mais e melhor, publicar meus trabalhos (que o santo da força de vontade me ajude), procurar ativamente mais fontes de renda, etc. Se este item for cumprido com êxito, é provável que as resoluções de anos vindouros da minha vida sejam bem mais tranquilas.
3)   Usar o dinheiro com consciência, pois, apesar de quase não tê-lo, se eu soubesse usá-lo mais sabiamente talvez ele durasse mais.
4)    Cuidar mais da saúde. Isto é, preocupar-me de verdade com o bem-estar, tratar das moléstias já instaladas, comer bem, exercitar-me  e, obedecendo o instinto natural que vem do meu duplo cromossomo X, emagrecer (ah, só 10 kg...).

Como estas 4 metas incluem muita coisa, vou deixar outras menores de lado. 
                                                        foto: hypescience.com

Que a FORÇA (de vontade) esteja comigo!